No novo livro de Martim Sousa Tavares, a orquestra transforma-se num lugar a partir do qual podemos pensar o trabalho em equipa, a responsabilidade das lideranças e a importância da empatia. Uma reflexão que também permite interrogar a história dos movimentos LGBTQIA+ e as pessoas que souberam congregar causas, afectos e formas de resistência.

O título “Amanhã à Mesma Hora” transporta-nos imediatamente para a repetição. Para o ensaio que termina com a promessa de um regresso, para o trabalho que não ficou concluído, para a necessidade de voltar a encontrar os outros e recomeçar. Uma orquestra nunca fica definitivamente afinada. Tal como uma comunidade, uma escola, uma associação ou um movimento político, precisa de escutar, corrigir, negociar e reconstruir continuamente a forma como os seus elementos se relacionam.

Em Amanhã à Mesma Hora — Dez lições sobre o trabalho em equipa, publicado pelas Livros Zigurate em Maio de 2026, Martim Sousa Tavares utiliza o universo das orquestras para reflectir sobre o funcionamento dos grupos, a gestão das expectativas, o erro, a pressão, os conflitos e as lideranças. O livro tem 168 páginas e prolonga o trabalho de divulgação musical desenvolvido pelo maestro, aqui fazendo da música uma metáfora para pensar as relações humanas.