O ator irlandês Andrew Scott defendeu que a crescente presença de histórias LGBTI+ felizes no cinema e na televisão não deve significar o esquecimento dos capítulos mais dolorosos da história da comunidade. Para Scott, recordar períodos como a crise da SIDA não significa perpetuar uma narrativa de sofrimento, mas reconhecer onde deve realmente ficar a vergonha: no preconceito, no estigma e nas instituições que falharam às pessoas afetadas.

A reflexão surgiu durante uma conversa no BFI London Film Festival, a propósito da estreia europeia de Elsinore, o novo filme de Simon Stone no qual interpreta o ator escocês Ian Charleson. Questionado sobre as críticas dirigidas a algumas produções recentes por continuarem a retratar personagens LGBTI+ através da perda, solidão ou tragédia, Scott sublinhou a importância de representar toda a diversidade da experiência queer.

“Recebo de braços abertos coisas como Heartstopper, Heated Rivalry e Red, White & Royal Blue, e todas essas histórias alegres. Recebo-as mesmo“, afirmou o ator, acrescentando que considera “extraordinário” existirem atualmente tantos tipos diferentes de histórias gays no cinema e na televisão.