A Direção da ILGA Portugal apresentou a demissão à Mesa da Assembleia Geral no passado sábado, 22 de agosto, comunicando a decisão às pessoas associadas e voluntárias. Após dois anos de mandato marcados por um percurso «muito intenso e exigente», a equipa considera ter chegado ao fim do seu ciclo, sem condições para continuar. A demissão abre caminho à realização de eleições antecipadas, cuja data ainda será definida.

A direção cessante justifica a decisão tendo em conta o interesse da associação e o bem-estar dos seus membros. A equipa que iniciou funções há dois anos foi perdendo elementos ao longo do mandato e, perante os atuais desafios enfrentados pela população LGBTI+ em Portugal, considera necessária uma renovação que permita à organização uma resposta «robusta, concertada e energizada».

A ILGA Portugal garante que os serviços prestados não sofrerão interrupção. Destaca-se a manutenção e reforço do Serviço de Apoio Psicológico e do Serviço de Apoio Jurídico, bem como a preparação de uma nova equipa técnica. Durante o mandato, a direção realizou a reorganização de processos internos, reforço da comunicação, dinamização do Centro LGBTI+, desenvolvimento de formações e projetos, e consolidação das relações com outras associações.