A Russian LGBT Network, uma das organizações de direitos LGBTQ+ mais proeminentes da Rússia, anunciou o encerramento das suas operações após uma decisão judicial de abril que a classificou como organização «extremista». A organização, fundada em 2006, era reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho na prestação de apoio legal, psicológico e de emergência às pessoas LGBTQ+, incluindo ajudar pessoas a fugir da Chechénia durante relatos de uma brutal perseguição anti-gay na região.
O tribunal da cidade de São Petersburgo, que realizou as audiências à porta fechada, classificou a organização como extremista após um processo solicitado pelo Ministério da Justiça russo. A falta de transparência no julgamento foi criticada por defensores dos direitos humanos. A organização justificou o encerramento explicando que «continuar o nosso trabalho público poderia colocar em risco quem participou nas atividades da organização, a apoiou, ou recebeu ajuda dela».
Segundo a lei russa, indivíduos ligados a organizações designadas como extremistas enfrentam penalidades severas, incluindo penas de prisão prolongadas. A classificação pode criminalizar não apenas a participação ativa mas também expressões de apoio. Este encerramento segue-se a uma decisão do Supremo Tribunal russo em novembro de 2023 que proibiu o «movimento LGBT internacional», uma designação vaga que os grupos de direitos humanos argumentam poder ser usada para visar praticamente qualquer forma de defesa ou visibilidade LGBTQ+.


