A Comissão para a Igualdade e Direitos Humanos (EHRC) do Reino Unido implementou, a 5 de agosto de 2026, um novo Código de Prática sobre espaços segregados por género. Este documento segue uma decisão da Suprema Corte britânica de abril de 2025 que redefiniu "mulher" sob a Lei da Igualdade 2010 como referindo-se apenas ao sexo biológico. O código, que abrange Inglaterra, Escócia e País de Gales, recomenda fortemente que empresas, prestadores de serviços e associações ofereçam serviços segregados por sexo biológico.
Embora não seja legalmente vinculativo, espera-se que o código influencie significativamente o funcionamento de organizações e negócios. As mudanças afectarão mais de 13 mil casas de banho, 5 mil balneários e 18 mil sinalizações em espaços públicos. Na prática, pessoas trans podem ver-se obrigadas a usar instalações correspondentes ao sexo registado à nascença, em vez da sua identidade de género. O código sugere também a criação de "terceiros espaços" ou instalações neutras em género como alternativa.
Porém, activistas denunciam que isto cria efetivamente uma categoria separada para pessoas trans. O grupo de campanha Good Law Project descreveu o código como "prejudicial" e respalda um desafio legal contra o governo britânico e a EHRC. A ação judicial, apoiada por um queixoso trans não identificado e várias organizações trans-inclusivas, questiona a legalidade das novas orientações e se são compatíveis com protecções de igualdade e direitos humanos existentes.


