Mais de 320 pessoas foram detidas no Senegal desde fevereiro, acusadas de “atos contra a natureza”, numa vaga de repressão que está a levar pessoas LGBTI+ a esconderem-se, abandonar as suas casas ou mesmo deixar o país.
Um novo relatório da Human Rights Watch (HRW) denuncia detenções em massa, testes de VIH realizados sem consentimento, divulgação de informação médica confidencial e dificuldades no acesso a representação jurídica. A organização alerta ainda para o impacto da perseguição no acesso à prevenção e tratamento do VIH.
A escalada ocorre depois do endurecimento da legislação anti-LGBTI+ aprovado pelo Parlamento senegalês a 11 de março e promulgado pelo Presidente Bassirou Diomaye Faye a 27 de março. A pena máxima para relações sexuais consentidas entre pessoas do mesmo sexo duplicou para dez anos de prisão. A lei passou também a punir a “promoção” da homossexualidade e o apoio ou financiamento de pessoas e organizações LGBTI+, com penas que podem chegar aos sete anos.


