Quando muitos de nós crescemos a ver filmes românticos (quase sempre heterossexuais), ninguém nos preparou para a realidade do sexo entre homens. Ser passivo envolve mais logística do que preparar um jantar de Natal para 20 pessoas. Há que pensar no timing, na alimentação, na ida à casa de banho, no duche, no inevitável “só mais uma vez para ter a certeza”… e depois chega o momento da verdade.

E mesmo quando a vontade é arriscar no calor do momento, o resto do tempo passa-se em rezas silenciosas para que não aconteça nenhum acidente, sobretudo quando nos deparamos com órgãos masculinos que mais parecem reto-escavadoras.

Por isso, quando uma empresa afirma ter criado um dispositivo capaz de substituir por completo o tradicional duche anal, é difícil não perguntar: será que estamos finalmente perante o fim de um dos rituais menos glamorosos da vida sexual de muitos homens gays?