A Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema-direita, venceu as recentes eleições estaduais na Saxónia-Anhalt, ficando a apenas três lugares da maioria absoluta. O resultado aproximou o partido, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, da possibilidade de governar um estado alemão. A vitória dá agora maior visibilidade à força política da AfD e às propostas que o partido defende, bem como à figura de uma das suas principais líderes: Alice Weidel.
Weidel é uma das duas líderes nacionais da AfD. Economista de formação, com um doutoramento na área do sistema previdenciário chinês, trabalhou, antes de entrar na política, como analista e consultora de empresas internacionais. Entrou na AfD em 2013, quando o partido estava sobretudo associado à oposição aos resgates financeiros da zona euro. Com a crescente centralidade das políticas anti-imigração, Weidel ascendeu rapidamente dentro da organização, tornando-se uma das suas figuras mais reconhecidas.
A sua vida pessoal, contudo, contrasta em vários aspetos com a visão social defendida pelo partido que lidera.


