A jornalista e activista norte-americana morreu aos 92 anos. Figura central do feminismo da segunda vaga, Steinem defendeu os direitos LGBTQI+ e reviu publicamente posições que tinha assumido sobre as pessoas trans.

Gloria Steinem, uma das figuras mais influentes do feminismo norte-americano, morreu na quarta-feira, 2 de Setembro, aos 92 anos, na sua casa em Nova Iorque. A morte foi anunciada pela sua fundação, que informou que a activista morreu pacificamente, rodeada por pessoas próximas. A causa da morte não foi divulgada.

Jornalista, escritora e activista, Steinem tornou-se, a partir da década de 1960, uma das principais faces do movimento feminista nos Estados Unidos. Em 1971, esteve entre as fundadoras da Ms., revista que se tornou uma das publicações feministas mais influentes, e participou na criação de organizações como o National Women’s Political Caucus. Defendeu durante décadas os direitos reprodutivos, a igualdade salarial, a participação política das mulheres e os direitos civis.