Um docente da Universidade de Aveiro, foi condenado a dois anos de prisão, com pena suspensa, por um crime de discriminação e incitamento ao ódio e à violência. A decisão surge quatro anos depois de o professor ter feito publicações homofóbicas nas redes sociais.

O professor da Universidade de Aveiro (UA), de 64 anos, foi condenado pelo Tribunal de Aveiro a dois anos de prisão, com pena suspensa pelo mesmo período, na sequência de comentários publicados nas redes sociais contra a comunidade LGBTQIA+. A suspensão da pena ficou condicionada ao pagamento de 500 euros à ILGA Portugal, associação que luta pela igualdade e contra a discriminação das pessoas LGBTI+ e das suas famílias.

O caso remonta a 2022, quando o docente do Departamento de Física da UA publicou no Facebook vários comentários de teor homofóbico. Na altura, Paulo Lopes referiu-se à comunidade LGBTQIA+ como “organizações terroristas” e escreveu que seria necessária uma “inquisição” que “limpe este lixo humano”. O professor afirmou ainda publicamente: “Homofóbico com certeza que sou”.