A Turquia levou a cabo, neste fim-de -semana, uma operação policial em várias regiões do país dirigida a organizações LGBTI+, que resultou na detenção de dezenas de ativistas e em buscas realizadas em diferentes estabelecimentos frequentados pela comunidade. As contas nas redes sociais de vários ativistas foram também bloqueadas.

O ministro da Justiça turco, Akin Gürlek, anunciou este domingo, na rede social X, que, no âmbito da operação denominada “A Minha Família Está Segura”, foram iniciados processos judiciais contra 162 pessoas, nove associações e 13 estabelecimentos em 15 províncias do país. Segundo o ministro, a operação tem como alvo pessoas suspeitas de “facilitar a prostituição” e de “produzir e difundir conteúdos obscenos a que as crianças podem ter acesso”.

A operação ocorre num contexto de crescente repressão da comunidade LGBTI+ na Turquia e durante a chamada “Década da Família e da População”, promovida pelo presidente Recep Tayyip Erdoğan. O período, que se estende de 2026 a 2035, foi apresentado pelo Governo turco como uma iniciativa destinada a responder à diminuição das taxas de natalidade e ao envelhecimento da população, bem como a reforçar a proteção da família tradicional.